terça-feira, 29 de novembro de 2011

War of Love. ( guerra do amor )


Ei querida ouça o que lhe digo, até as mais profundas dores, acabam.
Querida, não se lamente, a guerra pode ter acabado, mas a batalha continua.
Continua a sua vida, querida.
Escuta o que lhe digo, saia ferida dessa guerra, mas não sai derrotada, e lembre-se, vá embora antes que o inimigo te mate.
No campo do coração, existem apenas dois guerreiros, você e o inimigo, armados de ódio e amor. Entenda, nem sempre o amor atravessa o campo, nem por isso lance seu ódio. O inimigo que lhe causa dor, não merece que você continue na batalha.
Ei querida, não chores mais, você desistiu, não foi ele quem te derrotou.
Entenda, não a perdedores nessa batalha, só a aprendizes. Aprendizes de uma história onde sangrar, chorar, machucar faz parte. Mas lembre-se querida, no final do dia, pelo resto de sua vida, sorria, você foi mulher guerreira, você lutou até onde ponde, mas não se deixou morrer.
Meu bem, amanhã é um outro dia, não caia nas mesmas armadilhas. Ontem você chorou e suplicou para que não lançasse mais bombas, e ele riu. Não queira matá-lo, ignorar é o que derrota qualquer inimigo, até mesmo, os mais antigos.
Se me permite dizer, querida, você nasceu pra vencer. Não deixe que meros soldados te destruam você é general, você tem que controla-los, ainda que difícil, ainda que sangrando e chorando, finja, sorria. Você venceu desde o primeiro momento, aquele em que aceitou entrar na guerra, sabendo das lutas, das escuridões, da solidão, das percas e das feridas. Você venceu querida!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Tudo que acabou.


Até mesmo o café da minha garrafa esta acabando. Os passarinhos da arvore em frente minha casa, que hoje esta seca, já não canta mais. Não me lembro quando foi o ultimo por do sol que vi, mas lembro que foi com você. Esse é o ultimo trago que dou em meu cigarro, sem vontade de soltar a fumaça, ou com vontade de levar as lembranças embora junto dela. Não é mais possível dançar ao ritmo das batidas do coração, se é que ainda tenho um, ele esta fora de ritmo. Até mesmo o meu telefone se calou, faz dias que ele não toca. Na verdade, cortei os fios. Não sei à quantos dias não lavo a louça, nem as sujo. Será que se um dia você parar por um segundo se quer, vai se lembrar das manhãs que eu acordava vestindo sua camisa, abotoada toda errada, com os cabelos bagunçados e maquiagem borrada? Ou talvez quando ver um casal andando de mãos dadas no meio da rua, vai se lembrar do dia em que me prometeu nunca soltar minha mão, que se necessário seguraria as duas, e a terceira se eu a tivesse? Eu não me lembro qual foi a ultima musica que ouvi e suspirei. Não lembro mesmo quando sorri olhando a chuva. Nem quando foi a ultima vez que eu suei de prazer. Não sei por onde você anda, não sei como esta, se você cortou o cabelo do jeito que eu gostava, se você ainda usa aquela camisa vermelha que realçava o seu tom de pele. Tudo está tão negativo, tão embaçado, sem cheiro nem cor. Começo a ter a sensação de que existe algo positivo, e se quer saber, o positivo ainda é você. O alegre, o vivo, o real, o distante, o final.