Ei querida ouça o que lhe digo, até as mais profundas dores, acabam.
Querida, não se lamente, a guerra pode ter acabado, mas a batalha continua.
Continua a sua vida, querida.
Escuta o que lhe digo, saia ferida dessa guerra, mas não sai derrotada, e lembre-se, vá embora antes que o inimigo te mate.
No campo do coração, existem apenas dois guerreiros, você e o inimigo, armados de ódio e amor. Entenda, nem sempre o amor atravessa o campo, nem por isso lance seu ódio. O inimigo que lhe causa dor, não merece que você continue na batalha.
Ei querida, não chores mais, você desistiu, não foi ele quem te derrotou.
Entenda, não a perdedores nessa batalha, só a aprendizes. Aprendizes de uma história onde sangrar, chorar, machucar faz parte. Mas lembre-se querida, no final do dia, pelo resto de sua vida, sorria, você foi mulher guerreira, você lutou até onde ponde, mas não se deixou morrer.
Meu bem, amanhã é um outro dia, não caia nas mesmas armadilhas. Ontem você chorou e suplicou para que não lançasse mais bombas, e ele riu. Não queira matá-lo, ignorar é o que derrota qualquer inimigo, até mesmo, os mais antigos.
Se me permite dizer, querida, você nasceu pra vencer. Não deixe que meros soldados te destruam você é general, você tem que controla-los, ainda que difícil, ainda que sangrando e chorando, finja, sorria. Você venceu desde o primeiro momento, aquele em que aceitou entrar na guerra, sabendo das lutas, das escuridões, da solidão, das percas e das feridas. Você venceu querida!

