quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Do jeito que eu sonhei.


vamos amor, pra onde você vai me leva? pode ser pra qualquer lugar se você me prometer que meus dias não serão tediosos, que você nunca vai me deixar faltar amor, eu poderia ir pedindo carona até o nordeste, se você parasse comigo em um hotelzinho na beira da estrada pra gente se amar, se você entrasse em uma conveniencia de posto para roubar barras de chocolate as tres da manhã, amor, a gente poderia roubar uma kombi e personalizar ela, morariamos dentro dela, e viveriamos viajando, eu prometo que vou cozinhar todos os dias pra você, e eu abro mão de todas minhas mordomias que tenho em casa, pra viver andando por ai com você, agora eu preciso que você tenha coragem, que você acredite, e quando eu terminar os estudos você pode passar na minha casa no meio da noite, a gente vai pra qualquer lugar, só eu e você, iriamos viver assim para sempre, seriamos tão felizes que poeta algum seria capaz de descrever isso tudo, seriamos o casal mais lindo do mundo e em outras gerações nossa história seria contada em forma de canção, talvez como um conta de fadas, pois pra ser sincera, é assim que eu te vejo, a minha cinderela, amor, eu posso te fazer carinho até dormir e ficar observando você, eu poderia contar as batidas do seu coração, eu poderia decorar a sequencia dele, eu iria ver seu peito se encher de ar, eu prometo te acordar todos os dias com beijos na testa, e quando já não aguentássemos mais, nos iriamos voltar pra casa, ter um ou dois filhos e então morrer assim, se amando, sem dor, sem medo, sem solidão, apenas a nossa história, e tudo que eu preciso é saber de você, será que você vem? 

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O medo de te amar.


Foram tantos os segredos que eu guardei
Que eu escondi
Por simples medo de errar.
Quantos amores eu deixei de viver
Por simples medo de sofrer.
Enumeras cartas deixei de entregar
Que eu joguei fora
Por simples medo de não significar nada pra alguém.
Só eu sei das lagrimas que derramei
Na noite fria do sábado a noite
Enquanto você saia com teus amigos pra se divertir
E eu trancada no meu quarto
Apenas rezava para que você voltasse pra casa.
A casa que ainda tem seu cheiro.
Aquela casa que não foi mexido em nenhum detalhe
Detalhe do qual você organizou.
Eu não agüento mais guardar isso pra mim
São tantas noites sem dormir
São tantas papeis rabiscados
Em tudo quanto é carteira de colégio
Existe o seu nome junto ao meu
Dentro de um coração.
Cansei de rabiscar teu nome
Nossa história
Teu sorriso tão nítido em minha mente.
E agora só clamo aos céus que você olhe pra mim
Que você veja em mim
Tudo aquilo que você viu a primeira vez
Na vez em que disse “eu te amo”
E eu ignorei.
Talvez nem acredite.
As vezes eu não sabia
Mas hoje eu sei.
Eu também te amei.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Rastros Maltratados.

Diante toda a escuridão da noite
E o vento frio que entra pela janela
Eu calo minha fúria
Na batida incessante do meu coração
No silencio em que pulsa um órgão
Dentro de mim
Cheio de amor por ti
Pulsa para vós
Diante tanta dor.
Dentro de si mesma
Um vazio gelado
Capaz de congelar minhas lembranças
E no calor do meu choro abafado
Derretendo todo gelo
Deixando fresco cada momento
Que junto a ti eu passei
Na busca alucinada da felicidade
Só me entregaram os rastros maltratados
De um amor inacabado
Um amor tão distante de ser meu
Aquele amor que um dia eu quis fazer seu.