segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Água salgada.


Mentiras e ilusões, depois de um tempo, começam a ter um gosto salgado e escorrerem pelos olhos.
As vezes apenas como uma pequena goteira no teto, as vezes como uma cachoeira.
Mas cai.
Não tem nada para ser feito quando você se da conta de que você esta novamente sozinha.
Sozinha.
As pessoas te fazem sentir especiais, protegidas e te dão esperança de algo novo, mas vão embora.
E não se importam se o que vai rolar pelo seu rosto é apenas uma goteira ou uma cachoeira.
Nada faz sentido.
Você começa a perceber que não sabe ao certo qual o sentido da vida, pois aquilo em que você mais acreditava, de repente escapa por entre os dedos como água.
Água.
Água salgada, que rola pelo rosto de quem ama, de quem acredita e de quem sonha.
Água quente que cria um brilho triste no olhar de quem sorri, tentando disfarçar a dor de ver alguém partir.
Partir.
Elas se vão, não falam pra onde nem porque, nem se voltam nem nos chama pra ir junto, apenas partem.
Partem da sua vida, e partem seu coração. 
Coração. 
Fonte inesgotável de amor, amor não correspondido, amor platônico, amor reciproco, amor imaginário.
Tum tum .. tum tum.
Nada tem ritmo, nada tem valor, nada.
Nada.
É o que represento pra você, nada. 
Ou você reapresenta isso pra mim? Nada.
Nada. Nadar. Água. Lagrimas. Coração. 
Você e eu.
Tinha que ser assim, teve um fim.
Fim.
Para que tudo recomece. 

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