segunda-feira, 21 de maio de 2012

Elas Solitária.


Era uma pessoa amável.
 Meiga e tão doce quanto um favo de mel.
Ela era apenas uma menina que ria e sorria. 
Brincava de ser gente grande , mas nunca perdera a inocência de criança.
Uma menina ainda de vida ativa , de amores intensos e amizades verdadeiras.
A menina que todos queriam que voltasse no dia seguinte.
Ela cresceu , e de viver de amores intensos cansou.
 Ela ama agora uma única pessoa. 
Ou acreditava amar em alguém que não existia.
Vê-la sorrindo agora era a maior dificuldade dos poucos amigos que a restou. 
Sua presença se tornou cansativa e deprimente.
Ela agora é apenas uma mulher.
 Fria , insensível e fechada.
Uma mulher que perdeu sua inocência de criança e achava que era gente grande o suficiente para passar uma ou duas noite fora de casa apenas bebendo e saindo com duas ou três pessoas diferentes por noite.
Ela amava.
 Ela não era correspondida. 
Ela sofria. 
Ela se mantinha em pé. 
Ela era mais de uma. 
As suas milhares de “ela” deixaram tudo para trás e vive presa a tudo que ficou , ao mesmo tempo. 
Elas se divertiam na noite. 
Elas também choravam e se contorciam durante toda a madrugada solitária. 
Hoje nenhuma delas sabe o que realmente é. 
Mas sabem que realmente amam apenas uma única pessoa. 
Que talvez faça parte da inocência de criança de acreditar que príncipes e princesas existem.

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